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A cultura que você tem sustenta o crescimento que você quer? BOOM e OLX debateram RH baseado em dados no Startup Summit

Notícia
28/08/2026 16:00
Deatec, deatec@deatec.org.br

Mediado por Rafael de Oliveira Lourenço, o painel reuniu Andreia Fachinello (BOOM) e Adriano de Carli (OLX) para discutir como transformar a cultura organizacional em vantagem competitiva com dados, mecanismos e menos achismo. A iniciativa foi viabilizada pela ACATE-DEATEC por meio de sua vertical People Tech.

 

Florianópolis (SC), agosto de 2026

O título da sessão já entregava a provocação: "A cultura que você tem sustenta o crescimento que você quer?" Foi a partir dessa pergunta que Rafael de Oliveira Lourenço conduziu, no palco do Startup Summit 2026, o debate entre Andreia Fachinello, cofundadora da BOOM, startup especializada em cultura para crescimento, e Adriano de Carli, da OLX, uma das maiores plataformas de negócios do Brasil. O painel foi viabilizado pela ACATE-DEATEC por meio de sua vertical People Tech, programa de nível estadual dedicado a conectar o ecossistema de tecnologia às melhores práticas em gestão de pessoas.


Cultura não é estática, e ignorar isso tem um custo

Um dos pontos centrais do debate foi a visão de que cultura não é um reflexo da história da empresa, mas um destino, algo que precisa ser ativamente construído para onde a organização quer chegar. Comportamentos que funcionam em uma startup de 20 pessoas podem se tornar um risco real em uma empresa com 500. A centralização que acelera decisões em um momento pode travar o crescimento em outro. Reconhecer esse ponto de inflexão é o primeiro passo para uma mudança cultural bem-sucedida.


O desafio do RH: cultura precisa falar a língua do negócio

O painel trouxe uma crítica direta a um problema recorrente nas empresas: o RH que foca em engajamento e bem-estar, mas perde a conexão com os resultados do negócio. Uma empresa pode ter funcionários felizes e, ainda assim, uma cultura que não sustenta crescimento. Para mudar isso, a discussão sobre cultura precisa ser traduzida em números, e apresentada com a linguagem dos executivos, não com a linguagem do RH.


O caso prático: da gestão por sentimento à gestão por dados

A experiência do Grupo ANX, compartilhada por Andreia Fachinello, ilustrou com clareza como essa transição acontece na prática. A empresa percebeu que sua cultura, apesar de consolidada, ainda carregava traços de startup, priorizando relacionamento em detrimento de alta performance. A decisão de mudar começou com uma pergunta simples: como provar que essa mudança era necessária e estratégica? A resposta veio com a adoção de uma abordagem baseada em dados.

Após a implementação da ferramenta BOOM, a liderança passou a enxergar com clareza problemas sistêmicos antes invisíveis, como erros de priorização no produto e falhas de comunicação entre as áreas comercial e de produto. As ações deixaram de ser amplas e genéricas e passaram a ser cirúrgicas. Cultura deixou de ser um tema de RH e passou a ser tratada como um sistema operacional que impacta diretamente o negócio.


Mecanismos: o que separa uma cultura que escala de uma que trava

A conclusão do painel foi direta: a cultura não muda com workshops. Ela muda quando a forma de trabalhar muda, as reuniões, os rituais, os incentivos, as métricas do dia a dia. Empresas como a Amazon são referência exatamente porque criaram mecanismos claros que reforçam a cultura em escala. A premissa é simples: a cultura de uma organização é a média dos comportamentos recentes. Para mudá-la, é preciso mudar o que as pessoas fazem, e medir isso com consistência. O que não é medido não pode ser gerenciado.

 

Sobre a People Tech: Vertical da ACATE de nível estadual dedicada a conectar o ecossistema de tecnologia às melhores práticas em gestão de pessoas, cultura organizacional e inovação em RH.


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